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Exposição hi-tech comemora os 50 anos da Bossa Nova
Ana Carolina Abrão Scaff
A exposição Bossa na Oca, no Parque do Ibirapuera, possibilitou emocionante interatividade e abusou da tecnologia para mostrar que o nascimento de um novo estilo musical, a bossa nova, apesar de inovador, nunca perdeu de vista o passado. O gênero, do final dos anos 50, não precisou de rupturas com o já consagrado Samba para se consolidar.
O projeto ItaúBrasil promoveu esse evento, um dos maiores e mais completos da programação, que comemora os 50 anos do movimento. O cineasta Carlos Nader dividiu a direção da exposição com o artista multimídia Marcello Dantas. Nos quatro andares do museu, a mostra estava conectada com a arquitetura: cordas de violão delimitavam espaços, paredes arredondadas foram usadas como projetores e os ambientes inesquecíveis da história da bossa nova foram recriados na Oca.
Recepcionando o publico, uma grande linha do tempo contava a história do antes, durante e depois do gênero no térreo. No mesmo andar, grandes LPs abrigavam jukeboxes que, com apenas o toque das mãos, reproduziam 94 gravações dos clássicos da bossa nova.
Em um show virtual, no subsolo, ícones como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Johnny Alf ao piano interpretavam a música mais tocada de todos os tempos, Garota de Ipanema. Essa imagem dos artistas que contava com palco, piano e banquinhos reais, foi possível graças a uma técnica holográfica, a Eyeliner. A platéia assistia confortavelmente sentada em pufes. Em outro espaço, trechos de documentários exibiam cenas curiosas, como aquela em que Tom Jobim responde em português à pergunta de um apresentador de televisão americano sobre a garota de Ipanema. Outras raras, como o show brasileiro no Carnegie Hall de Nova York em 1962 e o depoimento de Nara Leão justificando sua opção pela música de protesto.
No primeiro andar, duas salas com poltronas e banquinhos de piano homenageavam Tom Jobim e Vinícius de Moraes com exibições de curtas sobre os “donos da bossa”. Em um espaço sem eco, os visitantes podiam ouvir o nada. A inspiração para a Câmara de Silêncio veio com a frase de Tom Jobim: “A música é o silêncio que existe entre as notas”, estampada na entrada da pequena sala.
No segundo andar, o destaque ficou para uma grandiosa projeção do mar no teto do museu que os amantes da bossa nova podiam contemplar sentados, bem acomodados, ouvindo, em auto falantes individuais, clássicos de João Gilberto.
A exposição "Bossa na Oca", em São Paulo entre 7 de julho e 7 de setembro de 2008, contou a trajetória desse estilo musical, marco da história da música brasileira e possibilitou uma volta ao passado no descolado clima da praia carioca.

Exposição hi-tech comemora os 50 anos da Bossa Nova
Ana Carolina Abrão Scaff
A exposição Bossa na Oca, no Parque do Ibirapuera, possibilitou emocionante interatividade e abusou da tecnologia para mostrar que o nascimento de um novo estilo musical, a bossa nova, apesar de inovador, nunca perdeu de vista o passado. O gênero, do final dos anos 50, não precisou de rupturas com o já consagrado Samba para se consolidar.
O projeto ItaúBrasil promoveu esse evento, um dos maiores e mais completos da programação, que comemora os 50 anos do movimento. O cineasta Carlos Nader dividiu a direção da exposição com o artista multimídia Marcello Dantas. Nos quatro andares do museu, a mostra estava conectada com a arquitetura: cordas de violão delimitavam espaços, paredes arredondadas foram usadas como projetores e os ambientes inesquecíveis da história da bossa nova foram recriados na Oca.
Recepcionando o publico, uma grande linha do tempo contava a história do antes, durante e depois do gênero no térreo. No mesmo andar, grandes LPs abrigavam jukeboxes que, com apenas o toque das mãos, reproduziam 94 gravações dos clássicos da bossa nova.
Em um show virtual, no subsolo, ícones como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Johnny Alf ao piano interpretavam a música mais tocada de todos os tempos, Garota de Ipanema. Essa imagem dos artistas que contava com palco, piano e banquinhos reais, foi possível graças a uma técnica holográfica, a Eyeliner. A platéia assistia confortavelmente sentada em pufes. Em outro espaço, trechos de documentários exibiam cenas curiosas, como aquela em que Tom Jobim responde em português à pergunta de um apresentador de televisão americano sobre a garota de Ipanema. Outras raras, como o show brasileiro no Carnegie Hall de Nova York em 1962 e o depoimento de Nara Leão justificando sua opção pela música de protesto.
No primeiro andar, duas salas com poltronas e banquinhos de piano homenageavam Tom Jobim e Vinícius de Moraes com exibições de curtas sobre os “donos da bossa”. Em um espaço sem eco, os visitantes podiam ouvir o nada. A inspiração para a Câmara de Silêncio veio com a frase de Tom Jobim: “A música é o silêncio que existe entre as notas”, estampada na entrada da pequena sala.
No segundo andar, o destaque ficou para uma grandiosa projeção do mar no teto do museu que os amantes da bossa nova podiam contemplar sentados, bem acomodados, ouvindo, em auto falantes individuais, clássicos de João Gilberto.
A exposição "Bossa na Oca", em São Paulo entre 7 de julho e 7 de setembro de 2008, contou a trajetória desse estilo musical, marco da história da música brasileira e possibilitou uma volta ao passado no descolado clima da praia carioca.


