29 de setembro de 2008

Resenha revisada

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Exposição hi-tech comemora os 50 anos da Bossa Nova

Ana Carolina Abrão Scaff

A exposição Bossa na Oca, no Parque do Ibirapuera, possibilitou emocionante interatividade e abusou da tecnologia para mostrar que o nascimento de um novo estilo musical, a bossa nova, apesar de inovador, nunca perdeu de vista o passado. O gênero, do final dos anos 50, não precisou de rupturas com o já consagrado Samba para se consolidar.

O projeto ItaúBrasil promoveu esse evento, um dos maiores e mais completos da programação, que comemora os 50 anos do movimento. O cineasta Carlos Nader dividiu a direção da exposição com o artista multimídia Marcello Dantas. Nos quatro andares do museu, a mostra estava conectada com a arquitetura: cordas de violão delimitavam espaços, paredes arredondadas foram usadas como projetores e os ambientes inesquecíveis da história da bossa nova foram recriados na Oca.

Recepcionando o publico, uma grande linha do tempo contava a história do antes, durante e depois do gênero no térreo. No mesmo andar, grandes LPs abrigavam jukeboxes que, com apenas o toque das mãos, reproduziam 94 gravações dos clássicos da bossa nova.

Em um show virtual, no subsolo, ícones como Tom Jobim, Frank Sinatra, Ella Fitzgerald e Johnny Alf ao piano interpretavam a música mais tocada de todos os tempos, Garota de Ipanema. Essa imagem dos artistas que contava com palco, piano e banquinhos reais, foi possível graças a uma técnica holográfica, a Eyeliner. A platéia assistia confortavelmente sentada em pufes. Em outro espaço, trechos de documentários exibiam cenas curiosas, como aquela em que Tom Jobim responde em português à pergunta de um apresentador de televisão americano sobre a garota de Ipanema. Outras raras, como o show brasileiro no Carnegie Hall de Nova York em 1962 e o depoimento de Nara Leão justificando sua opção pela música de protesto.

No primeiro andar, duas salas com poltronas e banquinhos de piano homenageavam Tom Jobim e Vinícius de Moraes com exibições de curtas sobre os “donos da bossa”. Em um espaço sem eco, os visitantes podiam ouvir o nada. A inspiração para a Câmara de Silêncio veio com a frase de Tom Jobim: “A música é o silêncio que existe entre as notas”, estampada na entrada da pequena sala.

No segundo andar, o destaque ficou para uma grandiosa projeção do mar no teto do museu que os amantes da bossa nova podiam contemplar sentados, bem acomodados, ouvindo, em auto falantes individuais, clássicos de João Gilberto.

A exposição "Bossa na Oca", em São Paulo entre 7 de julho e 7 de setembro de 2008, contou a trajetória desse estilo musical, marco da história da música brasileira e possibilitou uma volta ao passado no descolado clima da praia carioca.

23 de setembro de 2008

Exposição hi-tech comemora os 50 anos da Bossa Nova

Ana Carolina Abrão Scaff

A exposição Bossa na Oca, no Parque do Ibirapuera, possibilita emocionante interatividade e abusa da tecnologia para mostrar que a bossa nova, apesar das inovações, nunca perdeu de vista o passado; prova que o novo gênero, do final dos anos 50, não precisou de rupturas para se consolidar.

O projeto ItaúBrasil promove um dos principais eventos da programação que celebra os 50 anos desse movimento. "A casa da bossa é a Oca", afirma Carlos Nader, que divide a direção da exposição Bossa na Oca com Marcello Dantas. Nos quatro andares, a exposição está conectada com a arquitetura: cordas de violão delimitam espaços, paredes arredondadas são usadas como grandes projetores e os ambientes inesquecíveis da história da bossa nova foram recriados no Ibirapuera.

Uma grande linha do tempo recepciona o público no térreo. Há também 94 gravações dos clássicos da bossa nova, que se pode ouvir em jukeboxes estilizados em forma de LP. No primeiro andar, Tom e Vinicius ganham homenagens especiais, com salas ocupadas por banquinhos de piano, poltronas e exibições de curtas.

Num espaço sem eco, projetado pelo engenheiro acústico José Augusto Nepomuceno, os visitantes podem ouvir sons como do estalar das juntas e de batidas do coração. "A idéia da Câmara de Silêncio veio com a frase do Tom Jobim: 'A música é o silêncio que existe entre as notas'", explica Marcello Dantas.

No subsolo, um encontro virtual entre ídolos como Tom Jobim, Frank Sinatra e Ella Fitzgerald, entre outros, tem Johnny Alf ao piano e interpretam a música mais tocada de todos os tempos, Garota de Ipanema. Sua imagem projetada sobre o instrumento, este real, tem um efeito interessante. Esse encontro, para o qual foi montado um palco com pufes na platéia, é realizado por meio de uma técnica holográfica (a Eyeliner).

Outras projeções exibem cenas curiosas, como aquela em que Tom Jobim responde em português à pergunta de um apresentador de televisão americano sobre a garota de Ipanema. Outras raras, como o lendário show brasileiro de 1962 no Carnegie Hall de Nova York e o depoimento de Nara Leão justificando sua opção pela música de protesto: "Rompi com a bossa nova depois de viajar pelo Brasil e descobrir que havia pessoas pobres".

No último andar, o grande destaque fica, porém, para uma imensa projeção do mar no teto do museu, que o público pode contemplar deitado em um sofá, ouvindo clássicos de João Gilberto.

A exposição que conta a trajetória deste estilo musical, marco da história da música brasileira, realiza o sonho do paulistano, que, pelo menos virtualmente, entra no clima da praia do Ibirapuera: a “Ocacabana”.

11 de setembro de 2008

Trechos selecionados para a Resenha

Le ballon Rouge - França, 1956

Diretor: Albert Lamorisse
Roteirista: Albert Lamorisse
Duração: 34 min.
Tipo: Média-metragem / Colorido
Produtora: Films Montsouris

Interessante que o filme todo é em preto e branco e apenas os balões são coloridos.

5 de setembro de 2008

Le Ballon Rouge - França -1956


SINOPSE
Garoto encontra um balão vermelho e passa a vagar pelas ruas de Paris apreciando a beleza. Mas a cada canto em que vai, ele se depara com adultos e bandos de crianças que fazem chacota de seu apego a um simples balão.

Diretor: Albert Lamorisse
Roteirista: Albert Lamorisse
Elenco: Pascal Lamorisse, Georges Sellier, Vladimir Popov (2), Paul Perey, René Marion, Sabine Lamorisse, Michel Pezin, Renaud, David SéChan.
Títulos Alternativos: The Red Balloon
Gênero: Família, Fantasia
Duração: 34 min.
Tipo: Média-metragem / Colorido
Prêmios: Vencedor de 1 Oscar
Produtora: Films Montsouris

1 de setembro de 2008

NOTA

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PLANETÁRIO ARISTÓTELES ORSINI (IBIRAPUERA)

Reaberto em 2006 após ser restaurado, o Planetário do Ibirapuera, primeiro do gênero na América Latina, volta a funcionar com os mais modernos equipamentos capazes de projetar o céu visto de qualquer ponto do sistema solar.

Centro de cultura e lazer, o Planetário exibe dois tipos de apresentações, o atraente “Planetas do Universo” e “Por dentro do Sol”. As sessões, abertas ao público em geral, têm duração de 50 minutos e aguçam o interesse sobre os mistérios do Universo.

Há outros três eventos realizados uma vez por mês. O Sarau Astronômico promove interessante observação do céu noturno junto com manifestações artísticas. O surpreendente Banho de Lua possibilita a verificação com telescópio da lua crescente, além de palestras com físicos e astrônomos. E, na parte da manhã, o divertido Bate Papo com Astrônomos para o público infantil.

PLANETÁRIO IBIRAPUERA
Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº. Portão 10 (pedestres) ou portão 3 (estacionamento).
Parque do Ibirapuera, São Paulo – SP
Telefone: (11) 5575-5425
Sessões às 15h, 17h e19h. Sábados, domingos e feriados.
Agendamento de grupos durante a semana.
www.prefeitura.sp.gov.br/planetarios